Devaneios de um Qualquer..


16/10/2008


Às mulheres.

Devido à necessidade clara de expressar-me de forma mais coloquial, e falar mais diretamente sobre o quê penso. Abrirei uma exceção e falarei abertamente sobre minhas opiniões, mesmo podendo depois ser desmentido, descordado, desacreditado.. enfim, darei a cara à tapa.

Ando lendo inúmeros blogs escrito por mulheres, e maravilhosas mulheres diga-se de passagem, mas não sei ao certo por quê tenho feito isso. Não sei se é por quê elas escrevem de maneira visceral, objetiva, direta, pessoal, que me atrái muito embora eu muitas vezes não consiga fazê-lo. Não sei se é por quê a maioria dos blogs escritos por homens que já acessei não me interessaram tanto, afinal de contas a maioria que visitei eram de poesias e poemas, feitos claramente com o objetivo de “agregar valor” na hora de “arrastar” uma mulher, ou então eram sobre tecnologia, carros, futebol, política... E, além do mais, tenho aprendido muito nos sites femininos a entendê-las melhor. Com isso percebi que elas simplesmente adoram falar mal dos homens. Obviamente que demonstram um certo carinho com ar de superioridade, mas na maioria das vezes só comentam sobre os vacilos, deslizes, gafes, idiotices, imbecilidades, e palhaçadas que a maioria dos homens comete. Digo “maioria” por me sentir exceção, sem falsa modéstia. E neste texto, tentarei explicar por quê acho isso.

Certa vez dei carona pra um colega de trabalho. Era um trajeto curto de 1Km no máximo já que o deixaria no ponto de ônibus por eu ter que seguir em sentido oposto. Mesmo tendo pouquíssimo tempo no carro, o cara simplesmente mexeu com TODAS as mulheres que estavam saindo de seus respectivos trabalhos e indo pra casa andando pela calçada. Quando digo “mexeu”, é por que foi no sentido mais imbecil da palavra, mais obsceno. De dizer vulgaridades e tudo mais, e quanto mais ele falava, mais rápido eu ia pra que a viagem (dele comigo) acabasse logo e eu pudesse me livrar daquela vergonha. Sim, pra mim esse tipo de coisa é uma vergonha. Obviamente existem mulheres que gostam de ouvir obscenidades, mas a grande maioria se sente incomodada com isso. Além do quê, NUNCA presenciei um cara dar uma daquelas cantadas prontas, e efetivamente conquistar a mulher. Tentem imaginar a cena:

Uma mulher vem andando pela calçada, e um cara passa (no banco do carona) de carro, e diz:

- Ê gata, você é a nora que a minha mãe queria.
Resposta:
- Hum gatinho, então me leve pra conhecê-la!?

Já viu isso acontecer? Só se fosse no Twilight Zone. E pra falar a verdade, nem lá isso aconteceria.
Fala sério, fico puto da vida quando vejo uma mulher passando pela calçada, e aquele monte de pedreiro gritando:

- Ô Gostosa!!
- Vem cá pra eu te mostrar a minha “obra”?!

Volto a frisar, tem mulher que gosta disso até mesmo por quê tem dias que elas saem de casa com a baixo-estima alta, ou auto-estima baixa como preferirem, e esses estranhos incentivos acabam por ajudar a fazer com que a estima melhore. Mas já vi mulheres ficarem tão revoltadas (devia ser a inteligência linguística potencializada pela TPM) a ponto de sacanearem os pedreiros dizendo:

- Deve ser uma merda só poder olhar, e ter que se satisfazer com o colega de trabalho hein??

E não sei de onde elas tiram essas respostas, mas sempre são muito mais criativas que as frases feitas pelos homens, e na maioria das vezes só sobra a vergonha pra quem começou, ou seja algum palhaço da vida.

Eu por exemplo, não faria esse tipo de coisa. Não por achar apenas que é constrangedor tecer algum tipo de comentário sem antes conhecer a pessoa, mas mais para me preservar, me resguardar, afinal de contas também tenho que me valorizar. Não saio por aí mexendo com qualquer mulher na rua, até por que já passei por situações de estar andando sem camisa por exemplo, e de uma mulher num carro dizer:

- Ah eu com um desses lá em casa!

Me senti como disse anteriormente, acaba inflando um pouco o ego. Mas como a tiazinha que mexeu não era lá muito bela, acabou ficando uma pontinha de constrangimento que não consegui disfarçar.

Sinceramente, eu já mexi com mulheres na rua, mas de uma forma mais sutil. Nunca falo nada pensado com antecedência, é mais interessante falar algo que esteja no contexto comum, algo que esteja fazendo parte do meu e do contexto dela, naquele momento. Se estiver num restaurante, por exemplo, falo da comida, de um vinho, sobre qualquer coisa do momento. É mais fácil obter uma resposta positiva assim e, além do mais, isso serve como início para uma conversa dependendo da resposta dada. Acho mais interessante demonstrar interesse no conteúdo do quê na beleza exterior, mesmo que esta seja exacerbada. É sério. A maioria das mulheres bonitas que conheço, simplesmente ignoram quando são abordadas apenas pela beleza, isso é fato. E é fato, também, que ainda assim muitos homens não conseguem perceber que por serem bonitas, não quer dizer que sejam burras, ou por serem inteligentes não tenham nenhuma beleza.

Numa festa, por exemplo, é fácil saber quem está disponível e quem não está. Mas quando digo “estar disponível” não quer dizer não ter namorado, marido, agregado ou demais sinônimos. Quero dizer “ter se disponibilizado para novos acontecimentos”. Você, homem, pode ir a uma festa, por exemplo, e perceber quem está disponível pelos olhares.. Claro que um olhar daqueles que parece mastigar com as pálpebras, para não dizer comer com os olhos, é facilmente percebido. Mas se deve ir além, e observar com mais calma antes de mais nada. Isso faz com quê o tiro seja sempre certeiro, e não saia pela culátra como na maioria dos casos. Em alguns casos as mulheres “não disponíveis para novos acontecimentos” simplesmente olham, avaliam, tecem seus comentários mentais, em alguns casos compartilham esses com as amigas, e continuam como estavam. Sozinhas, se divertindo entre amigas. E ponto final, afinal de contas pode ser só isso que as interessam naquele dia, naquele momento específico.
Tem que saber perceber isso embora, às vezes, elas possam mudar de idéia caso se saiba como iniciar uma conversa. Acho mesmo que o interessante é se demonstrar interessante (claro que uma boa aparência ajuda).

Mas, fazer o quê? Tenho que admitir que acho uma maravilha por haverem homens assim, que falam besteiras, que não se importam com o quê as mulheres pensam, que simplesmente dão uma de palhaço e assumem o direito de serem rotulados como tal. Digo isso por que acaba facilitando o fato de eu me sobressair. Mas infelizmente acabam por denegrirem a imagem masculina, dando espaço para generalizações da parte feminina. Tenho que admitir, também, que tenho minhas qualidades masculinas (palhaçadas instintivas) que às vezes aparecem. Quando não percebo algo óbvio, quando falo algo inoportuno, quando demonstro insensibilidade, quando minha mente masculina programada para encontrar soluções não sabe ouvir, isso por quê mulher às vezes só quer falar, conversar mesmo. E isso é beeeem complicado de entender, porque quando começo a ouvir coisas do tipo:

- Ah, ontem discuti com a minha mãe, ela simplesmente não me entende..

Na mesma hora minha cabeça, assim como todas as mentes masculinas, começa a tentar achar uma solução pro problema. Mas não é isso que a mulher quer, ela não quer solução até mesmo por quê se quisesse daria o próprio jeito de conseguir uma. Ela só quer falar que teve o problema com a Mãe, só quer conversar, só quer socializar. Mais nada. Portanto, cuidado ao oferecer soluções demais para uma mulher, pois se você, homem, estiver fazendo isso pode não estar entendendo bulhufas do que está se passando.

Nasci homem, mas não nasci burro. Me atraio por uma bela bunda (e por q não admitir isso?), mas só a bunda, sem assunto.. Que graça tem? Pra mim isso já teve graça, hoje em dia procuro o “algo mais”, que não dá pra encontrar em uma bunda qualquer... Acho vergonhoso ter que citar Zorra Total, mas “não basta ter só um corpinho bonito, o negócio é ter mesmo muita cuca no lance.”

Enfim, elas são complicadíssimas e admiráveis, sem elas não somos nada.. Então, tentemos entendê-las.

Escrito por Fabio Fernandes... às 11h20
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14/10/2008


Café com leite.

Se ecológico não é a repetição de algo óbvio, então sufixos, prefixos e crucifixos são apenas para confundir. Contabilidade pode ser a habilidade de contar, mas se falada com humildade vira expressão pra uma quantidade enorme de habilidade. Terminado não é ter instalado minas, é o findar de algo que teve início. Manta vai de cobertor até vantagem por escambo desigual. Prontamente não é uma mente concluída, acabada. É apenas uma maneira pronta. Maneira pronta de dizer as coisas é como manerar a ponta dos pensamentos. Mas aprontar não é apontar, e a ponta quase nunca apronta. Desapercebidamente aponta que a mente pode estar prontamente distraída, ou que o ato foi cometido de maneira inadvertida, impensada, não calculada. Descobrir pode ser tirar a cobertura, ou encontrar um achado, e um achado, se lido rápido, pode virar o machado. A contentação de escrever, pode ser estar à vontade com a escrita, assim como pode ser a tentação de escrever. Atenção pode ser requerida, mas a tensão pode ser execrada, mesmo se exacerbada. Contexto é um assunto, e ao mesmo tempo acompanha o texto, não como o pretexto que é uma desculpa esfarrapada, podendo ser a forma ainda não acabada de um texto. Um papelão varia de vexame à pedaço de papel mais resistente. E a língua, pode ser parte do corpo ou parte da mente por ser parte da cultura. A cultura pode ser o cultivo de algo vivo, ou a vivência de algo sábio. Consciência pode ser apenas pensar mais a fundo ou, na velocidade da fala, apenas a lembrança de uma matéria de colégio. Atarrachado pode ser uma tarracha apertada, ou então a exclamação de alguma coisa rachada. Aparador é o quê apara, ou o pedido para que termine a dor. Uníssono, o coletivo numa voz só, vira único sono de alguém.

Tudo depende de como se lê, de como se vê, de como se é. A língua, mesmo ainda podendo ser só uma língua numa boca, nos dá a comunicação e ao mesmo tempo nos permite brincar com as palavras, sufixos, prefixos e tudo mais.

Mas, pra isso, ainda sou café com leite...

Escrito por Fabio Fernandes... às 19h03
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Metáfora

Não se pode usar guerra como metáfora para amor.

A guerra acontece de forma esmagadora se houver
vontade apenas de uma parte.

Caso haja só uma parte interessada no amor,
é arrasador ver como esta se destrói e converte o sentimento em ilusão.

Escrito por Fabio Fernandes... às 23h04
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13/10/2008


Pra minha Mãe.

Mãe,

Lembro que há muito tempo atrás, você me pediu pra que eu te escrevesse uma carta. Na verdade, você disse que eu não precisaria te dar presentes, bastava que eu escrevesse alguma coisa. Só que, não sei por quê, nunca fiz isso. Idiotice, preguiça, enfim não sei qual seria o motivo. Mas o fato é que acabei não escrevendo, e hoje simplemente fiquei com vontade de te escrever algumas coisas.

Não sei se já te falei, mas montei um site na internet onde publico vários textos. A maioria deles tem você sendo lembrada, seja pelo que fez por mim, ou pelo que me lembro de você. E nos dois sentidos gosto muito de tê-la comigo.
Sendo assim nada melhor que tentar colocar um pouco do meu amor por você em verso e prosa, ou texto e contexto, ou até mesmo rimas. Mas não consigo. Com você não consigo ser subjetivo, não consigo utilizar de subterfúgios da língua portuguesa aos quais me acostumei sempre que precisava descrever o que sinto, senti, ou sentia... Você merece que eu vá direto ao ponto, e descreva tudo o que penso de maneira direta e objetiva.

Antes de mais nada, gostaria de dizer o quanto lembro de você. Do quanto lembro da sua respiração enquanto me carregava no colo quando morávamos em Manilha. Lembro de você tentando correr atrás de mim pela casa para me dar banho, e eu me esquivava com habilidade, subia nos azulejos empilhados na sala, atravessava a janela, andava sobre uma pilha de tijolos, e me jogava no monte de areia na calçada. E como já estava longe, você desistia, me ameaçava e eu voltava rapidinho, com medo da ameaça se concretizar. Pra você pode ter sido cansativo, mas pra mim era como brincar com você. Aquele era meu jeito de falar: “Mãe brinca comigo!”

Lembro também de várias vezes que tentou jogar bola comigo. Eu adorava, não pelo esporte em si até mesmo por quê até hoje não sou muito fã, mas a sua companhia e o seu empenho em se divertir comigo valiam as caneladas e os bicudos que você dava. E você não faz idéia do quanto me divertia.
Inúmeras vezes tentou entrar no meu mundo, e entender o que eu gostava, o que eu queria, o quê me apeteceria. Mas eu, por sempre saber ser, e gostar de ser, naturalmente complicado, acabava dando incentivo para que você desistisse momentaneamente e me deixasse só, para montar meus robôs com motores e luzes. Solidão momentanea que acabava quando você voltava com os vizinhos, mostrando-lhes as minhas “maravilhosas invenções”.
Lembro do seu colo de maiô enquanto tomávamos banho de qualquer coisa, fosse piscina, rio, mar, lagoa.. até de carcaça de geladeira. Lembro das comidas deliciosas, do ovo mexido, das panquecas, dos maravilhosos bolinhos de chuva, do leite queimado que só você sabia acertar o jeitinho que eu mais adorava.

Lembro de você tentando me fazer estudar... Sabe que até hoje tenho dificuldades nisso? Mas sei que é problema da minha cabeça, às vezes queria ser como meu irmáo, que tudo o que quer estudar ele consegue. Comigo, não sei o quê acontece, mas quando começo a estudar e vejo que é fácil de aprender, deixo pra lá. Sempre gostei de desafios Mãe, essa sempre foi a graça da vida pra mim. Se era pra subir no galho mais alto, da árvore mais alta, eu sempre quis ser o primeiro... Portanto não deve se culpar por não ter conseguido me fazer estudar o quanto deveria. Até por quê bem ou mal, acabei me virando... Sempre acabava me virando, por quê a independência eu aprendi de você ao longo da vida que passamos juntos.

Lembro de várias vezes que precisou me punir com rigidez, e com razão. Eu sempre mereci, pode apostar. Quando você me batia, eu sempre soube a razão de estar apanhando, embora você pudesse estar me batendo por outra travessura. É como minha irmã fala a meu respeito: “O Fabinho nunca dá ponto, sem nó.”
Já dei inúmeros outros nós que você não precisou desatar. Ou simplesmente não ficou sabendo, mas isso fez com que eu evoluísse, e pudesse hoje falar com orgulho das coisas erradas que eu fazia, por ter sobrevivido à elas.

Lembro de você andando atrás de mim de madrugada, andando pelas ruas, indo nos lugares onde eu costumava ficar pra me carregar de volta pra casa. Sempre coberta de razão, afinal de contas aquilo não era mesmo hora pra eu estar na rua. Lembro das minhas namoradas que você prontamente se interessava em conhecer, e do seu policiamento sempre que eu saía de casa, ou melhor, sempre que vou fazer qualquer coisa. Eu simplesmente adoro o famoso: “Modere-se.” Que até hoje você ainda insiste em repetir, de verdade. Já parou pra pensar que ele engloba toda uma regra de etiqueta, comportamento e bons costumes que pode haver? Sei disso por saber o quê fazer, por saber que foi você quem me ensinou. Por saber que você me fez ser o que sou hoje. Por que sem você eu não seria nada do que sou hoje. Por que sem você eu não sou nada.

Lembro-me, dessa vez melhor do que todas as outras, de quando cheguei bêbado, com inacreditáveis 13 anos de idade, em casa e você e minha irmã me deram banho, e me colocaram na cama. Esse foi o meu maior arrependimento de toda a minha vida, pois foi a vez que percebi o quanto te magoei, o quanto te fiz sofrer, o quanto te fiz sentir desgostosa comigo. E só não me arrependo mais pois, por saber o que havia te causado, aprendi que nunca mais deveria repetir tal cena. Que eu deveria começar a arcar com as consequências dos meus atos. Mas nesse dia, eu aprendi a nunca mais querer te magoar. A nunca mais querer te ver me ignorar, simplesmente pra não lembrar do que eu tinha feito. E por isso Mãe, eu te peço desculpas mas também te agradeço por ter me castigado, por ter me ignorado, por ter deixado de demonstrar afeto pra que eu aprendesse a te valorizar, e valorizar tudo o que sempre me ensinou, o jeito certo de fazer as coisas.

Inúmeras foram as brigas que tivemos, e ainda me pergunto de onde eu sempre tirava tanta razão??? De onde apareciam tantos motivos para que eu fosse absolvido, ou que fosse acreditado e levado a sério? Infelizmente o argumento sempre esteve a meu lado, embora eu o tenha distorcido em tantas vezes. Me desculpe por isso também Mãe, devia ter te escutado mais ao invés de ter falado tanto.

Aprendi a gostar do que você gostava, tudo o que me dizia sempre me fascinou... As histórias da casa da roça, das brincadeiras debaixo dos pés de manga, ou até “pés de árvores..”. Embora tenhamos tido poucas conversas. É, isso mesmo, pra mim foram poucas. Eu devia ter me interessado mais pelas coisas simples que você sempre gostou, devia ter me inserido no seu mundo e não ter tentado ser sempre diferente. Bom, mas também não me arrependo e também sou grato por isso, até por quê mesmo com tudo isso você não deixou de me amar 1 minuto sequer.

Ah Mãe, me lembro de tanta coisa, de tanta coisa que você fez parte em minha vida, de tantos sacrifícios que a senhora fez, de tantos problemas que teve que passar, de tanta vida que vivemos juntos. De tudo.
De você sempre fica o quê há de bom, e pra falar a verdade, tudo o que há de bom em mim, veio de você.

Hoje, com meu filho, até os seus erros (completamente compreensíveis) me fazem ser uma pessoa melhor, ser um pai melhor mesmo eu ainda tendo inúmeros defeitos.

Só não quero continuar a viver sabendo que nunca disse isso tudo a você. Sabendo que nunca agradeci por tanto esforço, por tanto sacrifício, por tanto amor, tanto carinho, tanto afeto, tanto acalento nos momentos de dor, é tanta coisa Mãe que não dá pra descrever, é até difícil de agradecer por ser tanta coisa.

Só sei que tentei escrever isso tudo só pra dizer que te agradeço acima de tudo, que as lágrimas que descem do meu rosto enquanto escrevo, são o excesso de alegria, felicidade, e amor que sinto transbordando dos meus olhos. Por causa do quê sinto por você. É como uma sensação de saudade que se mistura com coisa boa, com colo de mãe, com o seu sorriso orgulhoso quando eu acertava em alguma coisa, com bolinho de chuva, com os gritos de: “- Fáááááábio, acabou o peraí, vem pra casa agoraaaa!!” enfim, com tudo.

As palavras são muito vagas para descrever tamanho sentimento mas, para respeitar a minha posição inicial, vou ser direto e objetivo:

Mãe, te amo. Obrigado por ser minha Mãe.

Escrito por Fabio Fernandes... às 12h52
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BRASIL, Sudeste, RIO DAS OSTRAS, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English

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