Rá!
Outro dia me chamaram de palhaço. Palhaço? Eu? Rá de novo!
Se ser palhaço for quem aproveita a vida quando, e enquanto, há tempo disponível: Muito prazer, meu nome é Palhaço. Se pra merecer o título deve-se fazer palhaçadas e malabarismos na vida, se esforçar ao máximo para ser o momento mais alegre do espetáculo, cá estou palhaço. Ser a parte que libera o riso, que faz sorrir ao menos. Já possuo 28 anos de palhaçada. No picadeiro, tem que saber improvisar, saber lidar com as adversidades e literalmente rebolar para causar o efeito desejado na platéia. É necessário saber contracenar com outros palhaços no picadeiro. E já digo logo que não é pra qualquer um. Nem todo mundo dá a cara a tapa, nem todo mundo se dá de forma a receber bem uma reprovação, ou até mesmo uma provação. É complicado ser palhaço. Ter, às vezes, que fazer sorrir mesmo chorando nos pensamentos. Passar a idéia de que a felicidade só se confunde, de vez em quando, com o mal humor.
Mas e daí? O nariz vermelho, é meu. Ninguém tem nada com isso. Se não quer ver palhaço, não vá ao circo. Não prestigie a legítima vontade de incentivar o riso, de extratir a alegria, de povoar os pensamentos com felicidade e graça. Simplesmente basta não assistir, tanto no sentido de ver como de dar assistência. Simplesmente deixe o palhaço no lugar dele, fazendo seu show, e sempre tentando fazer o bem.
O sentido pejorativo do termo é pra ser direcionado apenas pra quem não sabe atuar no picadeiro, agora pro palhaço aqui não.




Leia este blog no seu celular