Devaneios de um Qualquer..


27/09/2008


Muito prazer, sou Palhaço.

Rá!

Outro dia me chamaram de palhaço. Palhaço? Eu? Rá de novo!

Se ser palhaço for quem aproveita a vida quando, e enquanto, há tempo disponível: Muito prazer, meu nome é Palhaço. Se pra merecer o título deve-se fazer palhaçadas e malabarismos na vida, se esforçar ao máximo para ser o momento mais alegre do espetáculo, cá estou palhaço. Ser a parte que libera o riso, que faz sorrir ao menos. Já possuo 28 anos de palhaçada. No picadeiro, tem que saber improvisar, saber lidar com as adversidades e literalmente rebolar para causar o efeito desejado na platéia. É necessário saber contracenar com outros palhaços no picadeiro. E já digo logo que não é pra qualquer um. Nem todo mundo dá a cara a tapa, nem todo mundo se dá de forma a receber bem uma reprovação, ou até mesmo uma provação. É complicado ser palhaço. Ter, às vezes, que fazer sorrir mesmo chorando nos pensamentos. Passar a idéia de que a felicidade só se confunde, de vez em quando, com o mal humor.

Mas e daí? O nariz vermelho, é meu. Ninguém tem nada com isso. Se não quer ver palhaço, não vá ao circo. Não prestigie a legítima vontade de incentivar o riso, de extratir a alegria, de povoar os pensamentos com felicidade e graça. Simplesmente basta não assistir, tanto no sentido de ver como de dar assistência. Simplesmente deixe o palhaço no lugar dele, fazendo seu show, e sempre tentando fazer o bem.

O sentido pejorativo do termo é pra ser direcionado apenas pra quem não sabe atuar no picadeiro, agora pro palhaço aqui não.

Escrito por Fabio Fernandes... às 12h13
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24/09/2008


A subjetividade é o que há de melhor.

Basicamente, na escrita, é.

Escrito por Fabio Fernandes... às 17h51
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De agora em diante...

É engraçado como as coisas acontecem, não é mesmo? Às vezes achamos que a vida não poderia nos surpreender mais, e quando menos se percebe um presente lhe cai ao colo. Esse é o ponto chave pois é assim que a vida é, ela gosta de dar voltas, andar por aí pregando peças, pegando todo mundo desprevenido. Ela faz revivermos memórias que, há muito já se consideravam esquecidas, abandonadas, deixadas de lado por só trazerem o saudosismo de uma época boa que ficou pra trás. Mas ficou pra trás no bom sentido da palavra, no sentido de admitirmos que o presente, simplesmente se tornou passado e está logo ali em nossas memórias. E o futuro? O futuro depende de como se vê, se houver esperança, será bom. Se houver incerteza, obviamente será previsto como incerto.
Claro que a vida também nos trás incerteza, aquele friozinho na barriga por não saber como será o “de agora em diante”. Mas ao mesmo tempo nos brinda com alguma esperança de que tudo pode mudar, de que vai ser melhor, enfim, que o futuro será como sonhamos.
E cabe a nós decidirmos o que fazer, se no presente soubermos lidar com os presentes que a vida nos dá, nosso futuro sempre será cheio de vida, pois é assim que ela é. Tira, mas também sabe dar. Faz com que fiquemos em situações difíceis para nos ver crescer com o aprendizado, e nos tornarmos mais fortes. Assim mesmo, bem parecido com a chegada ao mundo. Em que nos deparamos um universo de possibilidades, sabemos que uma delas já foi traçada para nós. E nos cabe escolher a melhor das opções disponíveis. Fazer com que os caminhos a serem seguidos sejam os melhores possíveis. E mesmo mudando de caminho, no meio do caminho, que este novo seja um atalho para o próximo objetivo. Tarefa simples? Nem sempre.

Agora, falando na primeira pessoa do singular, sei que posso não saber lidar muito bem com minhas opções. Mas sempre tento vê-las um pouco mais a frente, tento prever o quê será, e se será construtivo. Até admito que não faço com tanto afinco como deveria mesmo por quê a impulsividade, que impera, não me permite avaliar muito bem o que deveria ser minuciosamente calculado e medido.
Mas confesso que me sinto melhor me entregando ao desconhecido literalmente deixando a correnteza levar o barquinho da minha vida pra onde convier. Não sei ao certo se isso é sinal de força ou de fraqueza, ou se é a fraqueza da razão perante a força dos meus sentimentos.

Enfim, não sei.

Daí a incerteza.. Daí aquela pontinha de esperança.. Daí aquele friozinho na barriga...

E o “de agora em diante” como será? Vamos ver...

Escrito por Fabio Fernandes... às 16h50
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21/09/2008


Protetor de tela.

Qual é a graça de se sentar de frente pro mar, e olhar o horizonte? Perde-se o foco da vista de tão longe que o horizonte está. Mas a vista torna-se secundária no foco da mente. Daí o prazer em sentar-se ali. Abstração de uma paisagem tão linda dá uma sensação de protetor de tela enquanto se discute um assunto importante.
É como o sabor do pão com manteiga enquanto ainda se está tentando lembrar do sonho que está quase fugindo da cabeça pela manhã. O gosto que o sonho deixou, apetece mais do que algo do cotidiano, afinal de contas pão com manteiga na padaria, tem um monte. Na simplicidade das pequenas coisas está o real gosto da vida, o gosto do novo a cada dia, no dia-a-dia. Só que com o passar do tempo, deixam-se certos prazeres de lado. Ou melhor, alguns prazeres quando passam a fazer parte do cotidiano, não são mais prazeres. É como dizer que todos são especiais, isso faz com que ninguém mais seja. Ou se é especial, ou se é normal. Se todos fossem especiais, seria normal ser assim.

Mas valorizar a beleza das coisas, da vida, das paisagens, dos sabores, dos sonhos, é o que nos faz querer ir além, querer ultrapassar nossos limites. Romper as barreiras do bom-senso, e viver intensamente o que nos resta, o cotidiano. Nos cabe fazer do cotidiano um eterno fim de semana. Mas é aí que está quando se tira a semana de trabalho, qual é a graça do fim de semana? É até pior, se você quiser ir na padaria no domingo de manhã vai ser complicado, pois o padeiro pode ter ido sentar-se em frente ao mar.. Só pra pensar na vida...

Então que se aproveite o que quiser, quando quiser, e se der trás um pão com manteiga pra mim, por quê tô sonhando com um aqui na beira da praia.

Escrito por Fabio Fernandes... às 21h51
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