Devaneios de um Qualquer..


13/09/2008


Ponto de vista.

Não é questão de estar ruim, na verdade tudo começou da maneira errada. Como uma coisa leva a outra então fica fácil perceber que o quê acontece hoje é, às vezes, um passado mascarado. Um subterfúgio para perceber, de maneira diferente e até um pouco deturpada, o que foi. É querer definir um só ponto de vista, para o que foi visto de vários ângulos, em vários aspectos, interpretado em diferentes sentidos.

É difícil perceber que uma atitude de hoje pode ser resultado de uma experiência do ontem. Não que isso seja regra, mas se aplica bem em alguns casos. Pois o passado, por si só, é passado. Já passou, foi, acabou, não será nada além da lembrança. Então a nostalgia que fica é a tentativa de fixação de um ponto de vista, não do acontecido em si.

Não há inspiração para expressar alguma coisa que já deveria ter sido esquecida. E se deveria ter sido esquecida, como levaria à inspiração? A palavra dita nem sempre dita o que se deve fazer, ou se dita não especifica corretamente a maneira que deveria ser feito.

No pensamento está a sinceridade, a coerência, a certeza do que será. Mas o pensamento, sem o sentimento, não se torna atitude. E é exatamente este sentimento que não permite que o caminho a ser seguido, seja alterado, que demonstra que se deve levar em consideração os sentimentos de outras pessoas alheias à situação. Portanto, inevitavelmente, voltamos ao ponto de que não é questão de estar ruim, na verdade tudo começou da maneira errada.

Escrito por Fabio Fernandes... às 01h59
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10/09/2008


Convivendo com Imbecis.

Cheguei a conclusão definitiva que evoluímos no nosso dia-a-dia por sermos obrigados a conviver com imbecis.

Exercitamos nossa paciência ao ponto de nos restar apenas o olhar reprovador às atitudes de algumas pessoas que teimam em discordar das regras de convívio com o próximo. Não que essas regras tenham sido claramente definidas, mas é fácil imaginar o que tento dizer. Por exemplo: Se você está na fila do cinema e alguém, com a maior cara-de-pau, resolve entrar lá na frente por ter encontrado um amigo que estava lá e resolveu puxar um assunto. Aí, sabe como é né? Se ninguém fala nada, ele fica lá... Entra primeiro que todos os que já estavam esperando na fila. E é isso o quê mais me impressiona, a capacidade de simplesmente desrespeitar o próximo (ou o distante, dependendo do lugar na fila).

A oportunidade faz o imbecil.

Isso é inquestionável. Até mesmo por que os imbecis podem não ser assim o tempo todo. Mas quando a oportunidade aparece, é claro que não se farão de rogados. A utilizarão para obter vantagens em relação ao coletivo.

E é isso o quê mais incomoda. A questão nem é o desprezo pelas regras de bom convívio, ou coisa parecida, é questão do desprezo pelo bom senso. Se fui o último a chegar no cinema, nada mais justo do que eu ficar na última posição da fila. Além de não ser nem um pouco justo entrar na frente de um pai, por exemplo, que resolveu levar os filhos para assistir o mesmo filme e está lá, com 4 copos de refrigerante, 5 saquinhos de pipoca nas mãos tentando organizar os filhos para que entrem organizadamente no cinema. Mas infelizmente alguns não pensam assim. E para eles direciono todo o meu mau humor, e desprezo, por que não?

Eles merecem, eles clamam por isso.

Obviamente usei o exemplo do cinema apenas para demonstrar a idéia. Pois existem imbecis em todo lugar, no caixa do banco, no trânsito, na padaria, no boteco na hora de beber aquela cerveja gelada...

Tentar educar os imbecis pode não ser tarefa tão simples. Até por quê usam de um artifício que só agrava sua situação, que é o de se lembrar das regras de convívio só quando convém:

"- É claro, eu furo fila, mas se alguém entrar na frente da minha mãe de 70 anos numa fila, nem q seja outro velhinho de 70 anos. Vou ficar bravo."

Parece que é assim que pensam e agem. O uso do livre arbítrio é arbitrário. Não basta ser imbecil, é necessário esfregar isso na cara de quem quiser ver.

Quanto a mim, vou convivendo com eles, infelizmente não posso mudá-los. Mas felizmente não preciso ser como eles.

Escrito por O qualquer. às 09h20
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09/09/2008


Aliteração.

Aliteração.
As letras são.
Alteração.
Aqui tem ação.
A menos que não esteja são.
A idéia passa pelo vão.
Mas se tiver um bloquinho em mãos.
Não se perde em vão.
Apanha a caneta e anota a nota.
Que se não for de matéria.
É a matéria da música.
Apanha se a nota não for boa.
Mas com alegria, se vive a vida dura.
A melodia ainda perdura.
Querendo não ser esquecida.
Nem é questão de ser lembrada.
É das notas a serem agrupadas.
Por Si só, dá dó.
Como frases prontas,
Encaixadas entre si.
Sem nexo. Sem sal.
Sem sol, solitárias.
Submete à lembrança
Que nem me lembro mais.
Das notas que esqueci.
Das músicas que se foram pelo vão.
Da distância entre a caneta e a mão.
À margem de qualquer vocação.
De qualquer inspiração.
As letras são.
Aliteração.
Estando são.
Nem sempre são.

Escrito por O qualquer. às 14h27
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E você?

Sendo assim, só consigo ser assim..
Vendo a mim como me enxergo em mim.
De um jeito meio óbvio e enigmático
Discreto e também entusiástico
Inquieto e também problemático
Divagações sobre o que será, e quando será
Servem pra tentar prever o que virá
Mas saber da surpresa, acaba com a diversão
acaba com a descoberta, acaba com a imaginação.
Resta o desagrado com a mudança impossível
de coisas fora do alcance.
Fica o turpor do vazio, do vácuo, do nada.
Se ontem bolinha de papel, hoje piadinha cruel
Se era copo pela metade, agora é garrafa inteira.
Da paciência, competência.
Da ignorância, tolerância.
Da mudança, esperança.
Do valor, amor.
E de tudo o que resta, uma visão.. a minha visão.
E você?

Escrito por O qualquer. às 13h55
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Pra onde?

Parei pra pensar
Pois já tinha pensado
Tentando pesar
Se o pensar é pesado

Prezado sabe-se que já é
Perdido em pensamentos
Procurando partes de idéias
Postergando as decisões

Pedindo ajuda, desapercebidamente
Ponderando sobre o bem e o mal
Partindo para a ação
Peraí! Opa!

Precavido morreu de velho
Pensei que, assim mesmo, ele morreu
Poderia até ter sido diferente
Para quem já não fazia mais diferença

Parto-me por pensar
Pura ilusao achar que há saída
Puta merda, pra onde vou?
Pra puta que pariu, só se for.

Escrito por O qualquer. às 11h52
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08/09/2008


Chegando ao mundo..

Quando cheguei ao mundo era apenas uma criança, assim como todas as outras. Com toda a energia e esperança que, mesmo sem saber ainda se seriam abaladas, já faziam parte do meu eu. Meu eu que, com o passar dos anos e dos problemas, se tornou o quê sou hoje. Nada mais do que um qualquer, com delírios, idéias, ideais, sentimentos, e muito mais... Obviamente que possuo outros sentimentos menos nobres (menos nobres dependendo do momento da aplicação) como raiva, rancor, ciúmes, ira, inveja e por aí vai.
Mas o quê somos senão a soma de todas as nossas experiências e sentimentos? A junção do caráter e do temperamento? Da índole e do talento? Todos agrupados numa coisa só que sou eu... Ou é você, ou somos todos.
Hoje em dia a percepção ficou mais aguçada, com aquela habilidade que alguns têm de ver por entre as entre-linhas, de enxergar mais além, de imaginar o quê há quando ainda só há o vazio. As alegrias ficaram mais joviais, as tristezas menos amenas. As decepções? Bom as decepções têm seu lado ruim, logo assim que ocorrem. E o lado bom vem à cavalo, pois tem gente que só vê no lado ruim, o próprio lado ruim. E não percebem que as decepções nos fazem mais fortes, nos deixam precavidos, atentos para que não nos decepcionemos novamente.
Ainda existe aquele lado da consciência que é sempre certo, sempre está lá para mostrar o quê de errado eu faço. E de vez em quando, tenho que admitir, dá vontade de simplesmente ignorá-lo, deixá-lo de lado. Mas inevitavelmente, quando menos se espera, ainda a ouço dizendo o quê eu deveria, ou não ter feito. Se deveria ou não ter feito.. Enfim, fazendo o papel da consciência. Que muitas vezes é inconsciente, involuntário, inexplicável, vale lembrar.
Mas já fiz muitas coisas que a consciência não precisou intervir.. Já soltei pipa, andei muito de bicicleta, tomei banho de rio, pulei de ponte, já comi goiaba na beira da estrada, tomei carreira de boi brabo e de cachorro também, ri até a barriga doer, comi iogurte e depois lambi o pote, já engasguei com bala soft, fiquei chocado a primeira vez que engoli um chiclete, fiquei conversando com amigos na calçada até de manhã, corri da minha mãe me procurando de madrugada, já briguei com meu irmão e irmã, apanhei e fiquei de castigo da minha mãe, já briguei e perdoei depois, mas também já briguei e infelizmente só perdoei anos depois, já cometi erros mas também acertei muito, já me apaixonei e amei sinceramente, já caí de cima da lage e não contei pra ninguém, já tomei choque de ficar com os cabelos em pé, caí de inúmeras árvores, subi em inúmeros galhos mais altos onde ninguém mais tinha coragem de ir (acho que foi por isso que já caí tanto), bebi coca-cola sem gás, peidei e fiquei quietinho, sabe? Essas coisas...
E é isso que forma alguém, ou até mesmo um qualquer... Assim como eu, ou você.

Montei esse blog, pra colocar as idéias pra fora... ninguém é obrigado a gostar, pelo menos não tanto quanto eu... qualquer coisa, comenta ae.
Abraço.

Escrito por O qualquer. às 19h12
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BRASIL, Sudeste, RIO DAS OSTRAS, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English

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