Quando cheguei ao mundo era apenas uma criança, assim como todas as outras. Com toda a energia e esperança que, mesmo sem saber ainda se seriam abaladas, já faziam parte do meu eu. Meu eu que, com o passar dos anos e dos problemas, se tornou o quê sou hoje. Nada mais do que um qualquer, com delírios, idéias, ideais, sentimentos, e muito mais... Obviamente que possuo outros sentimentos menos nobres (menos nobres dependendo do momento da aplicação) como raiva, rancor, ciúmes, ira, inveja e por aí vai.
Mas o quê somos senão a soma de todas as nossas experiências e sentimentos? A junção do caráter e do temperamento? Da índole e do talento? Todos agrupados numa coisa só que sou eu... Ou é você, ou somos todos.
Hoje em dia a percepção ficou mais aguçada, com aquela habilidade que alguns têm de ver por entre as entre-linhas, de enxergar mais além, de imaginar o quê há quando ainda só há o vazio. As alegrias ficaram mais joviais, as tristezas menos amenas. As decepções? Bom as decepções têm seu lado ruim, logo assim que ocorrem. E o lado bom vem à cavalo, pois tem gente que só vê no lado ruim, o próprio lado ruim. E não percebem que as decepções nos fazem mais fortes, nos deixam precavidos, atentos para que não nos decepcionemos novamente.
Ainda existe aquele lado da consciência que é sempre certo, sempre está lá para mostrar o quê de errado eu faço. E de vez em quando, tenho que admitir, dá vontade de simplesmente ignorá-lo, deixá-lo de lado. Mas inevitavelmente, quando menos se espera, ainda a ouço dizendo o quê eu deveria, ou não ter feito. Se deveria ou não ter feito.. Enfim, fazendo o papel da consciência. Que muitas vezes é inconsciente, involuntário, inexplicável, vale lembrar.
Mas já fiz muitas coisas que a consciência não precisou intervir.. Já soltei pipa, andei muito de bicicleta, tomei banho de rio, pulei de ponte, já comi goiaba na beira da estrada, tomei carreira de boi brabo e de cachorro também, ri até a barriga doer, comi iogurte e depois lambi o pote, já engasguei com bala soft, fiquei chocado a primeira vez que engoli um chiclete, fiquei conversando com amigos na calçada até de manhã, corri da minha mãe me procurando de madrugada, já briguei com meu irmão e irmã, apanhei e fiquei de castigo da minha mãe, já briguei e perdoei depois, mas também já briguei e infelizmente só perdoei anos depois, já cometi erros mas também acertei muito, já me apaixonei e amei sinceramente, já caí de cima da lage e não contei pra ninguém, já tomei choque de ficar com os cabelos em pé, caí de inúmeras árvores, subi em inúmeros galhos mais altos onde ninguém mais tinha coragem de ir (acho que foi por isso que já caí tanto), bebi coca-cola sem gás, peidei e fiquei quietinho, sabe? Essas coisas...
E é isso que forma alguém, ou até mesmo um qualquer... Assim como eu, ou você.
Montei esse blog, pra colocar as idéias pra fora... ninguém é obrigado a gostar, pelo menos não tanto quanto eu... qualquer coisa, comenta ae.
Abraço.